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Setembro vermelho alerta para as doenças cardiovasculares; confira as dicas do Sesi MT

23/09/2020 - 10h05

Os problemas do coração são responsáveis pela morte de 17,5 milhões de pessoas no planeta, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). As doenças cardíacas são a primeira causa de morte no Brasil e no mundo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), em 2017, foram 383.961 óbitos no país: uma morte a cada 90 segundos.

O cenário é alarmante e para alertar a população sobre a importância deste tema, setembro é o mês escolhido para marcar a conscientização sobre os cuidados com a saúde do coração. Uma inciativa criada em 2000 pela Federação Mundial do Coração com apoio das Nações Unidas. Desde então, diversas organizações no Brasil e no mundo realizam ações para lembrar a data.

Este mês também é conhecido como Setembro Vermelho, por abrigar o Dia Mundial do Coração (29). O foco é a promoção de ações de conscientização e educação em saúde para prevenção de doenças cardiovasculares.

De acordo com o médico do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Ediney Espínola, a prevenção do desenvolvimento de doenças do coração pode ser mais simples do que parece. Eliminar os maus hábitos e adotar medidas saudáveis, certamente, são formas mais eficazes para evitar o surgimento da doença.

“Há uma série de fatores que contribui para essa incidência, como estresse, tabagismo, drogas, álcool, colesterol (LDL), além da síndrome metabólica (Obesidade + Hipertensão + Diabetes + Dislipidemias) e questão genética”, aponta.

Segundo ele, o tabagismo é um dos principais fatores de risco cardiovascular. “Parar de fumar ou não fumar é uma medida não farmacológica fundamental para prevenção das doenças cardiovasculares”.

O médico adverte ainda que a má alimentação, principalmente com o consumo excessivo de carboidrato simples (contidos em alimentos com farinha branca), de gorduras saturadas de origem animal, excesso de sal e a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas, predispõem ao surgimento das doenças.

Sinais de alerta

Segundo doutor Ediney, o reconhecimento rápido dos sinais e a procura por atendimento médico podem reduzir o risco de morte e de sequelas. Por isso, é importante conhecer os sinais associados a doenças cardiovasculares e entender que embora possam indicar problemas menos graves, devem ser avaliados por um médico. Também devem ser observados os exames periódicos de saúde como fator de prevenção - diagnóstico e tratamento precoce, verificação da pressão arterial e da glicemia.

Palpitações

A sensação de que o coração está batendo fora do ritmo, muito rápido ou muito forte, pode ser um sinal de arritmia cardíaca. As palpitações podem ocorrer naturalmente, desencadeadas pelo estresse ou fortes emoções, durante atividade física, ou até mesmo quando a pessoa estiver sentada ou deitada. “Caso se torne recorrente, pode ser um sintoma de problemas graves, como falência cardíaca e fibrilação. É importante consultar um médico para averiguar o problema”.

Desconforto ou dor no peito

Dor ou sensação de aperto e desconforto no peito são sintomas clássicos de ataques cardíacos, mas não necessariamente indicam este problema. Muitas vezes podem significar problemas menos graves. De qualquer forma, é importante averiguar.

Falta de fôlego

A fadiga depois de um esforço, como subir uma escada, é comum, principalmente se a pessoa for sedentária. Mas é importante distinguir esse cansaço.

“Se for dificuldade para respirar ou falta de fôlego, pode ser um sinal de insuficiência cardíaca. Quando a falta de ar é recorrente, ou acontece após pequenos esforços, deve ser vista com preocupação”.

Tontura ou desmaio

Esse sinal pode estar ligado a uma queda súbita de pressão, que indica fluxo insuficiente de sangue no cérebro. Também pode ser resultado de problemas como estreitamento da válvula aórtica, que dificulta a passagem de sangue para o coração, arritmias e coração grande (ou cardiomegalia).

Dor nas pernas

Dores nas pernas podem ser decorrentes de diversos problemas. Quando é recorrente, pode indicar problemas nos vasos sanguíneos, como doença arterial periférica. Além da dor intensa, as extremidades (dedos dos pés) vão ficando com pouco oxigênio e nutrientes, tornando-se rapidamente frias e azuladas.

“É muito importante que a pessoa procure atendimento médico imediato. Nos eventos crônicos, com a obstrução gradativa, há dor nas pernas quando se caminha pequenas distâncias. A doença arterial periférica aumenta o risco de infarto ou acidente vascular cerebral (AVC)”.

Alimente-se bem

A nutricionista do Sesi MT, Roberta Sanches, afirma também que o ideal é que as pessoas busquem uma dieta equilibrada com proteínas, aminoácidos, fibras, carboidratos, gorduras e ácidos graxos.

Para isso, ela indica os chamados alimentos cardioprotetores, ou seja, os que devem ser consumidos em maior quantidade e que contêm substâncias que protegem o coração, como vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes, e não têm nutrientes que podem prejudicar o coração, como gordura saturada, colesterol e sódio.

  • Verduras (alface, repolho, couve, brócolis, espinafre, agrião);
  • Frutas (banana, abacaxi, maçã, uva, limão, manga, morango, mexerica, laranja);
  • Legumes (cenoura, tomate, chuchu, maxixe, abóbora, beterraba, abobrinha, berinjela);
  • Leguminosas (feijão, soja, ervilha, lentilha).

Um segundo grupo de alimentos deve ser consumido com moderação, segundo a nutricionista. “É importante moderar, mas, como são alimentos que fornecem energia para realizar as atividades do dia a dia, não devem deixar de ser consumidos”.

  • Pães (francês, caseiro, de cará, integral);
  • Cereais (arroz branco e integral, aveia, granola, linhaça);
  • Macarrão;
  • Tubérculos cozidos (batata, mandioca, mandioquinha, inhame, cará);
  • Farinhas (mandioca, tapioca, milho, rosca);
  • Oleaginosas (castanha-do-Brasil/Pará, caju, nozes);
  • Óleos vegetais (girassol, azeite);
  • Mel, goiabada, doce de abóbora, cocada, geleia de frutas.

Já o terceiro grupo deve ser consumido em menor quantidade, pois contém alimentos que são fontes de gordura saturada, sal e colesterol, nutrientes que podem prejudicar a saúde do coração.

  • Carnes (de boi, porco, frango e peixe);
  • Embutidos
  • Doces caseiros (pudim, bolos, tortas, mousses);
  • Leite condensado e creme de leite.

“Saborear refeições variadas e aproveitar os alimentos saudáveis da região; beber de 6 a 8 copos de água diariamente; evitar beliscar alimentos processados nos intervalos entre as refeições, dando preferência para alimentos in natura; e comer devagar e mastigar bem os alimentos também são dicas valiosas”, finaliza.

Faça atividade física

Caminhar 30 minutos por dia já reduz os riscos de doenças cardiovasculares. Limpar a casa, varrer o jardim, passear com o cachorro e subir escadas também são atividades físicas que nos ajudam a quebrar o sedentarismo.

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